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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Tunísia deve ter crescimento de 9,9% no PIB

O Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou hoje crescimento de 9,9% no Produto Interno Bruto (PIB) da Tunísia para 2010. Segundo o Fundo, o país africano deve manter a trajetória de crescimento entre 8% e 9% pelo menos até o ano de 2015. O relatório apontou também para a redução da dívida pública ao longo dos próximos anos. Em 2010, a dívida pública tunisiana chegou a 43,3% do PIB e este percentual deve chegar até 40,4% em 2015.
Por outro lado, o PIB per capita da Tunísia deve aumentar para cerca de US$ 5 mil durante os próximos cinco anos. Atualmente, o indicador aponta para o valor de US$ 4,1 mil.

A TUNISIA ESTA ENTRE OS 5 PAISES MAIS DESENVOLVIDOS DA AFRICA

Seicheles
O maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da África é de um arquipélago que fica no Oceano Índico, a nordeste de Madagascar: a República de Seicheles. O país está em 50o lugar no ranking da Organização das Nações Unidas (ONU) de 2008, com um IDH de 0,843. O Relatório de Desenvolvimento Humano da ONU traz indicadores para 175 países que fazem parte do organismo internacional, mais Palestina e Hong Kong. O Brasil é apenas o 70o, com um índice de 0,800. O primeiro lugar, Islândia, tem 0,968 e o último, o país africano de Serra Leoa, apenas 0,336.
O arquipélago de Seicheles já foi disputado por Inglaterra e França e tornou-se colônia britânica em 1814. A independência aconteceu em 1976. A língua oficial continua sendo o inglês, apesar de a maior parte da população falar o creole. Um fator que explica o desenvolvimento do país é seu tamanho reduzido – segundo dados do relatório The World Factbook, produzido pela agência americana CIA, a população estimada em 2009 é de apenas 87 mil pessoas. A expectativa de vida ao nascer é de 73,02 anos (no Brasil, ela é 72 anos), e 91,8% dos maiores de 15 anos sabem ler e escrever (contra 88,6 no nosso país). Seicheles tem desenvolvimento considerado elevado segundo a classificação da ONU. O PIB é pequeno, 1,473 bilhões de dólares em 2008, mas o PIB per capita é de 17 mil dólares, o 71o melhor do mundo. Como comparação, a nação brasileira tem um PIB de 1.99 trilhões de dólares, mas o PIB per capita é de 10.000 dólares. A maior parte dos ganhos do país vêm do setor de turismo, que emprega 30% da força de trabalho. A pesca de atum também é muito forte em Seicheles.
Ilhas Maurício
Maurícia
Também entre os países de desenvolvimento elevado está a República de Maurícia ou Ilhas Maurício, com IDH de 0,804 e 65o no ranking da ONU. O país foi explorado pelos portugueses no século 16 e depois passou pelo controle de holandeses, franceses e ingleses. O nome da ilha é uma homenagem ao príncipe holandês Maurício de Orange-Nassau. A independência aconteceu apenas em 1968 e hoje o inglês continua sendo a língua oficial, mas é falado por apenas 1% da população. O idioma corrente é o creole. Segundo dados da CIA, a população de Maurícia é de 1,2 milhões de pessoas, com expectativa de vida ao nascer de 74 anos. Entre os maiores de 15 anos, 88,4% sabem ler e escrever. A base da economia são a indústria têxtil e a da cana de açúcar. Em 2008, o PIB foi de 15,36 bilhões de dólares, 12.100 dólares per capita.
Tunísia
Tunísia
No 91o lugar do ranking da ONU está a República da Tunísia, com um IDH de 0,766. Até 1956, o país era um protetorado francês. Desde então, está na mão de ditadores – o primeiro presidente, Habib Bourguiba, ficou no poder por 31 anos e foi deposto em um golpe militar por Zine el Abidine Ben Ali, que controla o país até hoje. Segundo dados da CIA, a população atual da Tunísia está em cerca de 10 milhões de pessoas, que usam o árabe como idioma oficial. A expectativa de vida ao nasceré de 75,78 anos e 74,3% da população maior de 15 anos é letrada. A economia da Tunísia é bem diversificada, com destaque para o setor agrícola, de mineração, turismo e indústria. Em 2008, o PIB da Tunísia foi de 81 bilhões de dólares, o 73o maior do mundo, mas o PIB per capita ficou em 7.900 dólares. Pela classificação da ONU, está entre os países de desenvolvimento médio.
Cabo Verde
Cabo Verde
A ex-colônia portuguesa é o quarto país africano com o maior IDH no continente, 0,736, no 102o lugar na comparação mundial, dentro da categoria de desenvolvimento médio. A República de Cabo Verde só se tornou independente em 1975 e, segundo a CIA, até hoje é um dos governos mais democráticos da África. Porém, as sucessivas crises econômicas e as altas taxas de desemprego na segunda metade do século 20 fizeram com que grande parte da população emigrasse para a Europa, os Estados Unidos e outros países da África. Segundo dados oficiais do governo de Cabo Verde, hoje a população de cabo-verdianos de 1ª geração residentes fora do país é de cerca de 500 mil pessoas, maior do que a população nacional, que é de 430 mil. No país, fala-se português e crioulo (uma língua que mistura português e dialetos africanos) e, pelos dados da CIA, 76,6% da população maior de 15 anos é alfabetizada. A expectativa de vida ao nascer é de 71,61 anos. O PIB do país em 2008 foi de 1,635 bilhões de dólares e o PIB per capita ficou em 3.800 dólares. Cerca de 75% do PIB vem do setor de serviços, incluindo comércio, transportes, turismo e serviços públicos.
Argélia
Argélia
No ranking da ONU, a República da Argélia é o país com o 104o maior IDH do mundo: 0,733. Apesar de ser a quinta nação com o melhor índice no continente africano, ela tem uma história conturbada. Em 1962, o país se tornou independente da França depois de uma década de luta. Desde então, o partido Frente de Libertação Nacional (FLN) domina a política do país. Porém, a oposição do partido extremista Frente Islâmica de Salvação (FIS) causou conflitos intensos entre 1992 e 1998, e, como conseqüência, houve mais de 100 mil mortes. Apesar do FIS ter sido dissolvido, até hoje grupos islâmicos continuam provocando ataques, sequestros e até explosões de bomba. Atualmente, a economia do país é baseada em petróleo e a Argélia tem um PIB de 235 bilhões de dólares, o 49o maior do mundo. Só que o PIB per capita é de 7 mil dólares. A população é de 34 milhões de pessoas, com expectativa de vida ao nascer de 74,02 anos. A taxa de alfabetização entre os maiores de 15 anos está em 69,9%.a

República da Tunísia

A República da Tunísia situa-se à beira do Mar Mediterrâneo no Norte da África e tem, como Estados limítrofes, a Argélia e a Líbia. Sua superfície é de 162 mil km2, povoados por quase dez milhões de habitantes, 65% dos quais vivem em áreas urbanas. Etnicamente, os tunisianos compõem-se de uma imensa maioria de árabes (98%) e de pequeno grupo de europeus (2%). Os idiomas oficiais são o árabe e o francês. Túnis, a capital, também é a principal cidade, com 985 mil habitantes, seguida de Sfax (300 mil) e Ariana (180 mil). Outras localidades, como Cartago, destacam-se por seus atrativos históricos e turísticos em país que anualmente acolhe grande número de visitantes e mostra maior abertura aos costumes ocidentais.
A Tunísia constitui Estado unitário que adota o regime presidencialista misto, do tipo francês, com chefias de Estado e de Governo distintas. O Executivo dispõe de amplos poderes. O Chefe de Estado é o Presidente da República, eleito por sufrágio universal para mandatos, renováveis, de cinco anos. O atual Presidente, Zine al-Abidine Ben Ali, reelegeu-se em outubro de 2004 com 96% de votos favoráveis e mantém-se no poder desde 1987. O Primeiro-Ministro, desde 17 de novembro de 1999, é Mohamed Ghannouche. O Legislativo passou a ser bicameral com base em emenda constitucional de 2002. Compõe-se da Câmara de Deputados, integrada por 189 parlamentares, eleitos pelo voto popular direto para mandatos de cinco anos, e da Câmara de Assessores (ou Conselheiros), formada por 126 membros, cujo mandato de seis anos se inicia em junho de 2005. A última eleição ocorreu em outubro de 2004, com o predomínio, novamente, do partido governamental, o RCD – "Rassemblement Constitutionnel Démocratique" (Aliança Constitucional Democrática). A Corte Suprema é a instância máxima do Judiciário.
3. HISTÓRIA      
A Tunísia recebeu influência de várias civilizações – berbere, cartaginesa, romana, bizantina, árabe e turca – ao longo de quase três mil anos de história. Foi colonizada no ano 1000 AC pelos fenícios, que, entre outros assentamentos, fundaram a cidade-estado de Cartago. Em função da concorrência que fazia a Roma pela supremacia comercial e marítima no Mediterrâneo, Cartago veio a ser destruída pelos romanos em 146 AC. O domínio do Império Romano no Norte da África estendeu-se até o século V, quando ocorre a invasão da Tunísia por grupos de diversa procedência. Os árabes apoderam-se da cidade de Túnis no século VII e transformam-na em pólo da religião islâmica na área setentrional do continente africano.
Em 1574, o país foi incorporado ao Império Turco-Otomano, situação essa que perdurou até 1881, quando se tornou protetorado da França.
A independência foi obtida em 1956. Com a adoção da Constituição, em 1959, o líder nacionalista Habib Bourguiba passa a ocupar o cargo de Presidente da República, então de caráter vitalício. O mandato presidencial viria a ter sua duração modificada em 1987, quando o General Zine al-Abidine Ben Ali, que havia sido nomeado Primeiro-Ministro no ano anterior, assume o poder, depondo, de forma pacífica, o já idoso Presidente.
Após a independência, em 1956, assumiu o Governo o Presidente Habib Bourguiba, que impôs regime de presidencialismo vitalício e estado de partido único (Partido Socialista Desturiano, PSD), com forte centralização do poder político. Bourguiba comandou o país por 31 anos, mas, não obstante o estilo centralizador de sua administração, propiciou o desenvolvimento, do ponto-de-vista cultural, de uma sociedade das mais liberais, sobretudo em termos da influência de costumes ocidentais, direitos da mulher e resistência ao fundamentalismo islâmico. Já em idade avançada, foi deposto em 1987 pelo atual Presidente Zine al-Abidine Ben Ali e veio a falecer em 2000, aos 97 anos.
A ascensão de Ben Ali foi bem recebida nos planos doméstico e externo. O novo mandatário pôs fim ao regime de presidência vitalícia, emendando a Constituição de 1959, libertou prisioneiros políticos, relaxou a censura e introduziu o multipartidarismo. Surgiram seis partidos de oposição aceitos pelo Governo, entre os quais se destacam o Movimento dos Democratas Socialistas (MDS), de centro-esquerda, o Partido da Unidade Popular (PUP), expoente do pan-arabismo, e o Partido Social Liberal (PSL), de linha social-democrata. Embora proscrito, o grupo Hizb al-Nahda (anteriormente denominado Movimento da Tendência Islâmica) continuou a fazer campanha contra o Governo e a defender o estabelecimento de regime fundamentalista. Não obstante a maior atividade parlamentar, persiste forte concentração do poder no âmbito do Executivo, amparado pelo Legislativo. Na Câmara dos Deputados, o partido do Governo, a Aliança (Rassemblement) Constitucional Democrática - RCD, herdeira do anterior PSD, controla a vasta maioria das 189 cadeiras, com reduzida representatividade dos partidos de oposição – em torno de 20%. O Chefe de Estado detém o poder de nomear o Primeiro-Ministro e os Governadores regionais.
Ben Ali adotou medidas econômicas que privilegiam as camadas mais baixas da população, tais como subsídios para produtos básicos, freqüentes aumentos do salário mínimo e generoso seguro-desemprego. A política governamental tem dado ênfase, igualmente, aos investimentos no setor de educação (elevando-se os índices de alfabetização), aos direitos da mulher e à criação de empregos. Na área de direitos humanos, apesar de relativo progresso, a repressão ao radicalismo islâmico foi retomada em meados dos anos 90, após ataque de fundamentalistas a uma guarnição na fronteira com a Argélia. O Governo tornou-se menos tolerante com a dissidência interna, religiosa ou laica, o que motivou resolução condenatória do Parlamento Europeu em 1996. Em contrapartida, iniciaram-se reformas tendentes a aumentar a participação dos partidos de oposição no sistema político tunisiano.
Após a eleição de 1999, em que o Presidente obteve 90% dos votos, o Governo voltou a libertar presos políticos e indicou sua intenção de promover uma cultura de respeito aos direitos humanos. A manutenção da estabilidade interna e do padrão de vida dos cidadãos têm sido, entretanto, as principais razões do apoio da população ao Governo. Em 2002, foi adotada emenda constitucional que ampliou, em parte, os poderes do Legislativo e criou uma segunda instância, a Câmara dos Assessores ou Conselheiros ("Chamber of Advisors"), cujo número de integrantes é fixado por decreto presidencial e não deve exceder dois terços da composição da Câmara dos Deputados. Com base igualmente em tal emenda, o Presidente Ben Ali reelegeu-se, em outubro de 2004, com 96% de apoio dos eleitores para seu quarto mandato. A estabilidade política e social do país não é, portanto, conseqüência exclusiva de um regime centralizador, mas decorre, em certa medida, do elevado nível de alfabetização da população, das baixas taxas de pobreza e de crescimento populacional, características essas de países mais desenvolvidos. A Constituição tunisiana restringe o papel das Forças Armadas a uma órbita exclusivamente profissional e defensiva, alheia ao processo político interno.
A Tunísia vem apresentando indicadores econômico-sociais que a fazem sobressair entre os países do continente africano, bem como nos âmbitos do mundo árabe e da sub-região do Magrebe. São exemplos a renda per capita, em torno de US$ 2,4 mil, o índice de alfabetização de mais de 70% (sendo de 90% no tocante à força de trabalho) e o percentual de pobreza limitado a cerca de 7% da população. Aproximadamente 80% das famílias possuem casa própria.
A economia tunisiana baseia-se, principalmente, no petróleo, fosfatos, agricultura e turismo. As atividades industriais representam pouco mais de 20% do PIB e cobrem, entre outros setores, têxteis e confecções, agroalimentar, químico, farmacêutico, autopeças, papel, cimento, vidros e cortiça. O turismo desempenha importante papel na medida em que a Tunísia recebe ao redor de cinco milhões de turistas por ano. A produção agrícola e pesqueira corresponde a cerca de 14% do PIB e 11% das exportações. Nos anos 60, logo após a independência, uma política econômica baseada na coletivização da agricultura provocou distúrbios no campo e queda considerável nos níveis de produção. A crise durou pouco, pois a alta verificada nos preços internacionais dos fosfatos e do petróleo no decênio seguinte, aliada ao aumento das receitas do turismo, estimulou a economia do país novamente.
Nos anos 80, a supervalorização da moeda, o Dinar, juntamente com níveis crescentes de endividamento externo, provocaram uma crise cambial. Em resposta, o Governo lançou, a partir de 1986, programa de reajuste estrutural da economia, baseado na liberação dos preços, redução de tarifas de importação e reorientação para uma economia de mercado mais moderna e conectada com os centros capitalistas do Ocidente. Dentre os resultados obtidos, consta a inclusão da Tunísia como um dos poucos países da região pertencentes à categoria de economia de renda média. O Governo tunisiano continua implementando políticas ortodoxas de abertura e modernização da economia, associadas a medidas de ajuste e controle fiscais, que têm contribuído para a manutenção do crescimento econômico ao longo dos últimos anos (5,5% em 2003. Entre 1991 e 2001, a média de crescimento do PIB foi de 4,9%). O mercado de capitais ainda é controlado pelo Estado e dele participam cerca de cinqüenta empresas. O Governo tem introduzido medidas de incentivo à adesão de maior número de companhias, mas a taxa de expansão continua lenta.
Não obstante as áreas de bens e serviços ainda dominadas pelo setor público, a economia da Tunísia é uma das mais abertas do continente africano atualmente. Sua vinculação com os mercados da Europa pode ser verificada através da existência de mais de 1.600 empresas européias operando no país. Em 1995, foi celebrado acordo de associação com a União Européia que prevê a remoção de barreiras e tarifas alfandegárias até 2008. Em 2002, a Tunísia e os EUA firmaram Acordo Quadro de Cooperação nas Áreas de Comércio e Investimentos, com vistas à assinatura futura de um acordo de livre comércio. A Tunísia acedeu ao GATT em 1990 e faz parte, desde 1995, da OMC.
As reformas econômicas introduzidas pelo Governo provocaram liberalização de preços, redução de impostos de importação e uma extensão do prazo de maturidade da dívida externa (US$ 10 bilhões). O sistema financeiro internacional tem dado apoio a tais reformas, com a disponibilização de linhas de crédito suplementares por parte do Banco Mundial e do FMI. O Forum Econômico Global 2002-2003 classificou a Tunísia na 34a posição em termos de índice de competitividade global, dois lugares apenas atrás da África do Sul, líder do continente africano.
Missão do FMI, de 5 a 10 de dezembro de 2005, concluiu que a economia tunisiana apresentou, em 2005, resultados estimulantes. O crescimento (excluindo-se a agricultura), mantém-se relativamente elevado, em 5,5%; a inflação permanece bem contolada; o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos registra apenas 1,8% do PIB – melhor desempenho do que em 2004; a taxa de desemprego continua a cair: abaixo de 14%. O governo prevê crescimento de 5,8% em 2006, graças à contribuição de setores inovadores geradores de emprego (indústria mecânica e elétrica e de serviços).

Durante sua passagem por Túnis, o chefe da delegação do Fundo, Domenico Fanizza, declarou que “o equilíbrio macroeconômico está bem preservado, apesar da alta dos preços do petróleo nos mercados internacionais; apesar da fraca demanda européia; apesar do impacto negativo, mesmo que limitado, da expiração do acordo sobre têxteis e confecções. A economia do país demonstrou suas capacidades para resistir aos choques externos”.

Apesar do bom desempenho, recomendações do Fundo dizem respeito à necessidade de reformas, sem as quais a economia poderá entrar em processo de declínio. Apontam quatro prioridades: 1) melhorar o clima de negócios - combater a morosidade e falta de estímulo dos chefes de empresas, que se traduz em estagnação, em termos reais, dos investimentos do setor privado em 2005; 2) reforçar o setor bancário e financeiro - o Fundo apoia a estratégia do Banco Central da Tunísia no sentido de aperfeiçoar a qualidade dos serviços dos bancos: facilidades de crédito, melhor administração; reformas do quadro judiciário e legislativo; 3) instauração gradual de regime de câmbio flutuante, etapa indispensável para atingir a conversibilidade total do dinar tunisiano – objetivo, aliás, declarado das autoridades locais; 4) liberalização do mercado de trabalho por meio da flexibilização da legislação em vigor, que protege muito severamente a mão-de-obra local. A esse respeito o governo contempla a criação de 78.000 novos postos de trabalho em setores não-agrícolas.
 
A Tunísia tem concentrado sua atuação externa em três eixos principais : a associação com a Europa, a integração no Magrebe e as relações com o mundo árabe.
No caso europeu, além dos laços históricos e imperativos geográficos, o relacionamento veio a fundamentar-se, mais recentemente, no acordo de associação firmado com a União Européia em 1995. O instrumento prevê a eliminação de barreiras alfandegárias para produtos europeus, bem como a modernização da estrutura econômica tunisiana até 2008, e a concessão de ajuda financeira da UE à Tunísia. No entendimento das autoridades de Túnis, entretanto, os recursos proporcionados pelo lado europeu estariam aquém do esperado, sendo muito inferiores à ajuda prestada à Espanha e Portugal quando do seu ingresso na União.
Politicamente, as relações da Tunísia com a Europa apresentaram ocasionais dificuldades, derivadas das diferenças de enfoque em matéria de direitos humanos. Os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos EUA tiveram, como uma de suas conseqüências, atenuar a postura crítica européia em relação à política do Governo tunisiano de adotar medidas mais rigorosas para manter a segurança interna e reprimir o fundamentalismo islâmico. Embora defensor da luta antiterrorista, o Governo da Tunísia tem-se manifestado contra a eventual tendência, no plano internacional, de confundir-se o terrorismo com o islamismo, religião amplamente majoritária naquele país e que, conforme ponderam as autoridades tunisianas, consagra valores de tolerância, moderação e coexistência.
Com relação ao Magrebe, a Tunísia tem buscado revitalizar o processo da integração sub-regional, mediante iniciativas bilaterais junto aos demais países da área e no âmbito multilateral da União do Magrebe Árabe (UMA), cujo Secretário-Geral, desde 2002, é o tunisiano Habib Boulares. Do ponto-de-vista econômico, essa revitalização complementaria o processo de associação com a União Européia, além de contribuir para evitar desvios no fluxo de comércio inter-regional.
Quanto às relações com o mundo árabe em geral, a Tunísia tem mostrado seu interesse nas questões regionais, como as relativas à Palestina e ao Iraque. Ao abrir a 22ª Sessão do Conselho de Ministros do Interior da Liga dos Estados Árabes, realizada em Túnis em janeiro de 2005, o Presidente Zine al-Abidine Ben Ali salientou a necessidade urgente de soluções duráveis em ambos os casos. Ademais da coordenação de posições em torno de questões do gênero, vem-se registrando relativo aumento do intercâmbio comercial da Tunísia com o conjunto dos países árabes.
O atual Ministro dos Negócios Estrangeiros da Tunísia é Abdelbaki Hermassi.
O Brasil foi dos primeiros países a reconhecer a independência da Tunísia em 1956. No mesmo ano, abriu-se o Consulado do Brasil em Túnis, ao que se sucedeu a instalação da Embaixada em 1961. Desativada temporariamente em 1999, por motivos orçamentários, a missão diplomática brasileira foi reaberta dois anos mais tarde, em solenidade que contou com a presença do Secretário-Geral das Relações Exteriores e do Diretor do então Departamento da África e Oriente Próximo do Itamaraty.
Por sua vez, a Tunísia abriu sua Embaixada em Brasília, a primeira daquele país na América Latina, em 1989.
As relações bilaterais sempre foram caracterizadas pela cordialidade e pelo entendimento. Existe uma percepção comum de que os dois países seguem a tradição de atuar de maneira moderada e construtiva na esfera internacional, bem assim no quadro de seus respectivos foros regionais, o que tende a favorecer seu diálogo e a concertação de posições no tratamento de variados temas da agenda mundial. A presença no Brasil de mais de dez milhões de descendentes de árabes é outro fator a estimular a aproximação mútua. Também constituem elementos favoráveis os indicadores econômico-sociais da Tunísia e do Brasil, que refletem o respectivo potencial para a cooperação e os negócios.
Existem possibilidades, a serem exploradas, portanto, para a formação de parcerias entre empresas dos dois países, bem como para o desenvolvimento da cooperação acadêmica, cultural e técnica. As parcerias empresariais poderiam permitir ao lado brasileiro beneficiar-se do acordo de associação firmado em 1995 pela Tunísia com a União Européia para o ingresso livre de direitos aduaneiros no mercado europeu.
O relacionamento bilateral Brasil-Tunísia tem sido pontilhado de diversas visitas de alto nível, tanto de autoridades dos poderes executivos quanto de parlamentares. Entre as mais recentes, figuram a mencionada visita a Túnis do ex-Secretário-Geral das Relações Exteriores, em julho de 2001, e a do então Ministro dos Negócios Estrangeiros da Tunísia, Habib Ben Yahia, em março de 2002.
Por ocasião da visita de 2001, realizaram-se a primeira reunião da Comissão Mista de Cooperação Brasil-Tunísia e encontro de coordenação dos Embaixadores brasileiros nos países do Magrebe, Oriente Próximo e Golfo, com o objetivo de examinar o estado das relações brasileiras com esses parceiros. A escolha da capital tunisiana como sede da reunião de embaixadores foi interpretada pelas autoridades locais como sinal concreto do interesse do Brasil em desenvolver suas relações com a Tunísia. Foram assinados, na mesma oportunidade, três atos bilaterais, referentes à concertação política, à cooperação cultural e à suspensão parcial de vistos para empresários e turistas.
O ex-Ministro Ben Yahia efetuou visita oficial ao Brasil (Brasília e São Paulo) no período de 12 a 16 de março de 2002. Foi recebido, entre outras autoridades, pelo Chanceler, pelo Vice-Presidente da República e pelos Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado. Firmaram-se, na ocasião, Acordo de Cooperação Técnica e Programa de Cooperação entre o Instituto Rio-Branco e a Academia Diplomática tunisiana. Houve, ainda, proveitoso intercâmbio de informações sobre as experiências de integração do Brasil e da Tunísia em suas respectivas regiões e em matéria de negociações extra-regionais (Área de Livre Comércio das Américas, União Européia).
Em atenção à prioridade atribuída pelo Governo do Presidente Lula ao desenvolvimento das relações com os países africanos e árabes, o Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, efetuou visita de trabalho a Túnis nos dias 24 e 25 de fevereiro de 2005. Foi recebido pelo Primeiro-Ministro Mohamed Ghannouche e manteve extenso e proveitoso encontro com o Chanceler Abdelbaki Hermassi a respeito de temas multilaterais, como a Cúpula América do Sul-Países Árabes (Brasília, 10 a 11/5/05) e a reforma das Nações Unidas, bem como de possíveis iniciativas bilaterais de cooperação cultural, técnica e tecnológica. Foi dada ênfase à crescente coordenação entre os dois países, na esfera internacional, para promover o combate à fome e à pobreza.
Quanto ao intercâmbio comercial, apresentou significativo aumento de 2003 para 2004, o que traduz as potencialidades de ambos os países para um continuado fortalecimento de suas relações econômicas. Em 2003, as exportações brasileiras somaram 56,3 milhões de dólares ao passo que as importações atingiram 42,3 milhões, valores esses próximos aos registrados nos dois anos anteriores. Em 2004, as exportações subiram para 112 milhões de dólares e as importações, para 74 milhões, o que, em seu conjunto, representou quase o dobro do valor do comércio bilateral em 2003. Os produtos exportados compreendem, principalmente, açúcar e derivados (26% do total em 2004), trigo, óleo de soja e laminados de ferro e aço. Entre as importações, têm-se destacado os produtos químicos inorgânicos, como superfosfato (70% do total, em 2004), fluoretos de alumínio, outros ácidos fosfóricos e fosfatos de cálcio.

domingo, 14 de novembro de 2010

bombons tunisianos

como todos sabem eu tenho o coração tunisiano e a cada dia tento diminuit a saudades do coração ...aqui escrevo e tambem cozinho assim mato um pouco da saudade ...hoje fiz bombons a moda tunisiana receita da amiga lamia de tunis.
1-Bombom de Tâmaras Recheado com Doce de Gemas
Ingredientes:500 g de tâmara sem caroço e inteiras
1 copo de rum
250 g de açúcar refinado
1 copo de água
12 gemas
Fondant
Preparo:
  • Colocar as tâmaras de molho no rum e reserve.
  • Fazer uma calda em ponto de fio médio com a água e o açúcar refinado.
  • Deixar esfriar um pouco e juntar as gemas passadas pela peneira.
  • Levar novamente ao fogo até ficar uma massa firme.
  • Esfriar e rechear as tâmaras com esse doce de gemas.
  • Utilize-as como recheio.  
    2-Bombom de Tâmaras recheado com creme de chocolate e rum.
    Ingredientes:35 tâmaras
    1 gema
    3 colheres (sopa) de açúcar refinado
    6 colheres (sopa) de creme de leite fresco
    1 colher (chá) de baunilha
    200 g de chocolate ao leite
    2 colheres (sopa) de manteiga
    2 colheres (chá) de licor de cacau
    Preparo:
  • Abra as tâmaras no sentido do comprimento, retire o caroço e reserve.
  • Bata a gema com o açúcar refinado com um garfo ou um batedor de arame, até ficar um creme espesso e claro.
  • Aqueça o creme de leite com a baunilha em fogo baixo, sem deixar ferver.
  • Acrescente a gema batida.
  • Apague o fogo, junte o chocolate picado, a manteiga e mexa bem com uma espátula até obter um creme liso e macio.
  • Junte o licor.
  • Despeje tudo em um refratário grande e leve a geladeira por cerca de 4 horas, ou até o creme adquirir consistência.
  • Recheie as tâmaras com uma colher (chá) deste creme.
  • Utilize as como recheio.
3-Bombom de gergelim.
Ingrediente:1 xícara de açúcar refinado
1 xícara de gergelim torrado
1 xícara de leite
1 gema
1 colher (sopa) de manteiga
1 colher (chá) de farinha de trigo
Preparo:
  • Leve o açúcar refinado ao fogo mexendo até virar caramelo.
  • Acrescente o gergelim, o leite e continue mexendo até o caramelo dissolver totalmente.
  • À parte, misture bem a gema a manteiga e a farinha.
  • Abaixe o fogo e acrescente esta mistura ao creme de gergelim, mexendo por cerca de 5 minutos.
  • Deixe esfriar.
  • Utilize como recheio.
  • tudo isso para festejar o eid ....ahhhhhh quisera eu poder estar na tunisia tambem fizemos um belo bolo vai a receita .
..   

Bolo de Tâmaras

Ingredientes:
  • 3/4 de xícara (chá) de amêndoa sem casca La Violetera;
  • 2 1/2 xícaras (chá) de açúcar;
  • 3/4 de xícara (chá) de uva passa escura sem caroço La Violetera;
  • 3/4 de xícara (chá) de tâmara;
  • 3/4 de xícara (chá) de figo seco;
  • 1 3/4 de xícaras (chá) de margarina;
  • 7 ovos;
  • 1 colher (café) de essência de baunilha;
  • 3 1/4 de xícaras (chá) de farinha de trigo;
  • 1 colher (chá) de fermento em pó;
  • 3 colheres (sopa) de licor de sua preferência;
  • 4 colheres (sopa) de açúcar de confeiteiro.
Modo de Preparar:
  • Tire a pele das amêndoas, pique-as, junte 1 colher (sopa) de açúcar e reserve.
  • Coloque a uva passa de molho em uma xícara (chá) de água quente.
  • Retire o caroço das tâmaras e pique-as em pedaços pequenos.
  • Pique também o figo seco.
  • Coloque tudo numa tigela, junte a uva passa já escorrida e a amêndoa.
  • Coloque a margarina na tigela da batedeira, reservando 2 colheres (sopa) para untar as fôrmas.
  • Junte o açúcar, os ovos e a essência de baunilha e bata bem até obter uma mistura espumosa.
  • Junte, aos poucos, a farinha de trigo, sem parar de bater.
  • Reserve 3 colheres (sopa) de farinha, misture o fermento e polvilhe sobre as frutas reservadas.
  • Despeje na massa, acrescente o licor e misture bem.
  • Unte 3 fôrmas para o bolo inglês com a margarina e a farinha reservada.
  • Distribua a massa entre elas e asse em forno médio, pré-aquecido, por 1 hora e 10 minutos.
  • Desenforme depois de morno e polvilhe com o açúcar de confeiteiro.                                                                                *fica tambem essa receita maravilhosa de                          Tamaras recheadas com dôce de nozes:  
    Tamaras
    1 lata de leite condensado
    1 colher (sopa) de manteiga ou margarina
    2 colheres de licor de cacau
    1 xicara de nozes moidas
    Modo de Preparar
    Leve ao fogo baixo, a manteiga o leite condensado o licor de cacau e as noze. Deixe engrossar até soltar da panela. Abra a tamara ao meio e recheie com êsse dôce.
         

Tunísia, o deserto para lá do óbvio

O deserto sempre exerceu um fascínio absoluto sobre o Ocidente . Para este sentimento em muito terá contribuído o filme Lawrence de Arábia, onde o conhecido Peter O’Toole surgia envergando uma impecável túnica branca enquanto a trama se ia desenrolando nas areias do deserto.
Mas o que tem o deserto a ver com a Tunísia? Na realidade a grande maioria dos portugueses associa a Tunísia a um país de sol e mar. Para esta percepção em muito terá contribuído o sucesso de destinos como Djerba, Hammamet, Port El Kantaoui ou Monastir. Afinal, são praticamente 1300 kms de costa. No entanto, para o interior, a Sul, situa-se uma Tunísia menos explorada turisticamente, mais misteriosa e introspectiva. É aí que encontramos as portas do majestoso Sahara, que nos cruzamos com os berberes e com toda a cultura do povo do deserto. Mas vamos a factos. Poucos serão aqueles que se deslocarão à Tunísia apenas para um programa de deserto. No entanto, a aposta vai para um programa combinado de uma ou duas noites no deserto, como extensão à praia. Por exemplo, de Djerba até Douz, a povoação que marca a entrada no deserto, com uma passagem pela turística cidade de Matmata, onde vivem os conhecidos trogloditas, dista 230 kms.
O programa a que nos propusemos foi, no entanto, mais ambicioso. Partindo da cosmopolita Tunis fizemo-nos à estrada pelo interior para cumprir os mais de 400 kms que distam de Douz.
A primeira paragem dá-se uma hora e meia depois na histórica cidade de Kairouan, também conhecida como a “cidade das 50 mesquitas”. Fundada no século VII, Kairouan tornou-se num importante centro islâmico e de ensino corânico. Considerada o centro espiritual da Tunísia, a cidade chegou a dominar nos seus tempos áureos todo o Islão Ocidental e é ali que se situa a quarta maior mesquita do mundo: a Grande Mesquita Okba. Aliás, a sua imponência marca definitivamente toda a paisagem de Kairouan, sendo classificada como Património da Humanidade. Vista do exterior mais se assemelha a uma fortaleza que a um edifício religioso, mas é ao entrar no seu interior que nos deparamos com uma floresta de magníficas colunas, sendo o seu minarete construído em parte com pedra de Cartago. Outro dos pontos de visita obrigatória é o Mausoléu do Barbeiro. Leu bem! Reza a lenda que foi ali que terá sido sepultado Abu Zama el Belaoui, companheiro de Maomé, tendo transportado até à morte três pêlos da barba do Profeta.
Monumentos à parte, entrando na medina pela Porta dos Mártires somos transportados para um tempo que já não existe, onde velhos se animam à conversa sentados na sombra de um qualquer edifício e artesãos trabalham sem desviar o olhar das suas peças. Aliás, falar em Kairouan é também sinónimo de tapetes e é aqui que se encontram os melhores do País, os conhecidos Alloucha. E aqui começa a arte de negociar, dependendo pelo número de nós por metro quadrado de tapete.
As surpresas nos oásis
De volta à estrada, após um retemperador chá de hortelã, rumamos ao Hotel Tamerza Palace, onde nos aguarda o almoço. Perto de Tozeur, encravado na montanha árida, voltado para um oásis e uma pequena povoação em ruínas, surge, do nada, este magnífico hotel boutique & spa. A sua arquitectura simples funde-se na perfeição com a aridez da paisagem. E uma refeição no pátio do Tamerza Palace enquanto se contempla a paisagem é certamente um “must do” da Tunísia.
Bem perto, e a poucos quilómetros da fronteira com a Argélia, situa-se Chebika, um oásis no mínimo dramático.
A sua exposição ao sol é tal que é conhecida como Qasr el-Shams, o que traduzido significa “Castelo do Sol”. A actual vila de Chebika é contemporânea e situa-se próximo da povoação original agora em ruínas, destruída por uma violenta inundação em 1969. A maioria dos turistas chegam até aqui em jeeps artilhados e vão sendo largados num improvisado e rústico centro comercial, onde é possível comprar os souvenirs habituais como as rosas do deserto, os escorpiões em garrafas ou as rochas coloridas.
Segue-se depois um ziguezaguear pela escarpa de uma garganta gravada na montanha pela força das águas e eis-nos chegados ao Paraíso. Aguarda-nos uma cascata de águas frescas e cristalinas, onde o silêncio só é quebrado pelo coaxar das rãs.
O oásis em si nem se destaca pela sua imensidão, mas é a árida e inusitada paisagem, em contraste com o que aguarda o visitante mais abaixo que torna este local especial.
Finalmente, 12 horas de caminho depois eis-nos chegados àquele que seria o nosso hotel por uma noite, o El Mouradi Tozeur. A cidade de Tozeur, com cerca de 40 mil habitantes, tem vindo a ser cada vez mais procurada por turistas que aí compram casa para passar temporadas do ano. A temperatura é atenuada pelas centenas de milhares de palmeiras num imenso oásis. Tendo já sido um entreposto comercial do Império de Roma, Tozeur é conhecido desde tempos imemoriais pela sua importância no trajecto efectuado pelas caravanas. Elemento distintivo da cidade são os seus edifícios em tijolo amarelado que acaba por marcar a sua arquitectura. Uma coisa é certa, em Tozeur o turista não se vai certamente aborrecer.
Desde as habituais compras aos passeios em camelo, passando pelos museus, as possibilidades são inúmeras.
Aqui o destaque vai para o fantástico museu Dar Chraiet, um misto de parque de diversões que conta a história de Ali Baba e os 40 ladrões, do Aladino nas “Mil e uma noites”, para além de um completo museu etnográfico e histórico da Tunísia. Aqui miúdos e graúdos vão certamente passar umas belas horas de entretenimento e cultura.
Ao segundo dia aguarda-nos uma visita a Ong El Jamel, literalmente “Pescoço de Camelo”, tendo servido de cenário para uma inesquecível cena do filme Guerra das Estrelas. Segue-se o extraordinário Chott El-Jerid, um imenso lago salgado formado ao longo dos tempos pela condensação da água do mar. São quilómetros e quilómetros por uma estrada onde tanto à direita como à esquerda somos surpreendidos por inesperadas miragens e uma paisagem, que de tão desoladora se torna bela, e convida à introspecção.
Muitas miragens depois e um sem número de dromedários que se vão cruzando pela janela do nosso jeep chegámos ao nosso último destino: a cidade de Douz, também conhecida como as portas do Sahara. Como é fácil de imaginar, a cidade teve em tempos uma importância fundamental no percurso efectuado pelas caravanas de camelos. Hoje são os turistas grande parte da sua razão de ser. Isso e as deliciosas “diglat noor”, as mais afamadas (e com toda a justiça!) tâmaras da região.
Para quem quer realmente se aventurar no desert, ou então simplesmente sentir-lhe o cheiro, este é o local de partida. Passeios em dromedários ou charretes (para os mais idosos), asa delta motorizada ou jeeps são algumas da opções. A sugestão é chegar perto das 17h ao Centro Pegase e deixar-se guiar em caravana por um dos afamados guias da região. Depois é preparar-se para um dos mais fantásticos e simples fenómenos que a Natureza tem para oferecer: o pôr-do-sol visto do deserto.
Pensando melhor, o deserto da Tunísia vale por si uma visita dedicada. E se a vontade de voltar for muita, anote no calendário os últimos dias de Dezembro, altura em que decorre o Festival Internacional do Sahara, uma celebração de quatro dias que reúne e presta tributo à tradicional cultura do deserto.
* O jornalista viajou a convite do Turismo da Tunísia

Tunísia – O país doce de viver

TUNÍSIA

especiarias.jpgdanca-ventre.jpgHall de hotel em Hammamet
Tunísia – O país doce de viver
Situado na zona subtropical, a Tunísia é um país rico de tradições e de culturas. É um país de contraste com os seus vales e planaltos verdejantes a norte e com o deserto a sul. A Marmara programou estadias nas praias de Hammamet e Djerba e circuitos que irão permitir a descoberta deste simpático país, situado a cerca de duas horas de Portugal.
Hammamet – (Siagu no tempo dos Romanos)
Em Hammamet existe uma pequena medina, um souk, um forte do séc. XV, um museu com uma colecção de trajes tradicionais tunisinos e uma mesquita. O golfo de Hammamet acolhe quilómetros de praias, águas quentes e hotéis modernos e acolhedores.
Localização: Costa meridional da península cujo extremo é o Cabo Bom. Fica a 10 km a sudoeste de Nabeul, a 64km a sul de Tunis e a 85 km a norte de Sousse.
Posto de Turismo: ONTT – Office National du Tourisme Tunisien – na Av. H. Bourguiba, tel. 280 423
Festivais: Festival Internacional (Julho-Agosto no International Cultural Centre, na Av. des Nations-Unies)

Djerba – (Meninx no tempo dos Fenícios)
A região é conhecida pelos seus hábeis artesãos, pelas extensões de palmeiras, pelas suas praias de areia fina… É uma região fértil, onde se produz tâmaras, azeitonas, laranjas… e onde os spas e centros de thalassoterapia são reconhecidos mundialmente
A ilha de Djerba está situada no sudeste da Tunísia, no Golfo de Gabès. Está ligada ao continente por um istmo. A sua capital é Houmt Souk, localizada a 108 km a este de Gabès, a 326 km de Tozeur e de Chott el Jerid, a 245 km a sul de Sfax, a 372 km a sul de Sousse e a 513 km a sul de Tunis.
Posto de Turismo: Commissariat général au tourisme em Houmt Souk

Tunísia Prática
Documentação
Em viagem de Turismo à Tunísia os cidadãos portugueses têm de levar passaporte individual com validade mínima de 6 meses. O viajante que não seja cidadão português deverá informar-se junto da Embaixada do país de destino sobre as condições de entrada.

Viagens de Menores
Os menores (cidadãos portugueses), quando acompanhados com os pais têm de cumprir as mesmas formalidades dos adultos sendo assim igualmente exigido, no caso da Tunísia, o passaporte válido. Quando viajam com adultos que não detenham o poder paternal, só poderão sair do território nacional com uma autorização escrita, datada e assinada por quem exerça o poder paternal e reconhecida pelo notário. Em caso de pais separados ou divorciados, terá de haver sempre o mesmo tipo de autorização concedida pelo progenitor que não viaja

VENHA PARA OS ENCANTOS DA TUNISIA..EMOÇÕA DO MEDITERRANEO AO SAHARA.

Nos do blogge caminhos para Zammour/ Tunisia temos  o prazer de oferecer a  todos os encantos da T unisia com programas especiais , guias , hoteis tudo para tranformar sua viagem em um passeio inesquecivel...confira conosco .nossa primeira opção e: VIAGEM CULINÁRIA NA TUNÍSIA E HISTORIA .  Esse viagem culinária tem com objetivo conhecer Tunísia e aprender a culinária tunisiana. A gastronomia tunisiana é muito rica e variada e conta com especialidades de diversas origens resultado dos diferentes povos que a têm ocupado, como os beréberes, andaluzes, persas, turcos, italianos e franceses pelo que seus pratos e sabores são únicos e deliciosos. O curso culinário está em francês ou inglês ou árabe.
  
CULINÁRIA TUNISIANA
Aromática, mas delicada, a gastronomia tunisiana resulta da combinação perfeita de produtos frescos regionais – legumes, peixe, cordeiro, galinha e o azeite nacional – com uma mão-cheia de especiarias.

A gastronomia tunisiana é muito rica e variada e conta com especialidades de diversas origens resultado dos diferentes povos que a têm ocupado, como os beréberes, andaluzes, persas, turcos, italianos e franceses pelo que seus pratos e sabores são únicos e deliciosos. As sobremesas, confeccionadas à base de açúcar e frutos secos, são servidas na companhia do tradicional chá de menta ou café turco.

No que toca às bebidas, o chá de menta é realmente rei, embora se encontre nos bons restaurantes uma variedade razoável de vinhos, na sua maioria proveniente da região de Cap Bon. Os mais conceituados são o Le Vieux Magon, o Sidi Sâad, o Selian, mas o moscatel de Kelibia, bastante frutado, é também muito apreciado. Por fim, não deixe de experimentar, como digestivos ou aperitivos, a bukha (aguardente de figo) e a thibarine (licor de tâmaras e sementes de anis).

Aconselhamos, no entanto, a que se deixe levar pelos exóticos aromas magrebinos, aventurando-se pelas seguintes especialidades:    

Harissa
– molho picante, típico de Nabeul, feito com pimentos, alho e azeite que, dizem alguns dos locais, “dá força para trabalhar”, ou, defendem outros, “abre o apetite mesmo quando faz calor”.
É servida no início de cada refeição, acompanhada de pão e azeitonas.
Brik – pastel frito, envolto em massa muito fina (malsuka), recheado com ovo, batata e salsa, a que se pode acrescentar ainda atum, carne ou camarão.
Salada Méchouia – salada confeccionada à base de pimentos e tomates picados ou desfeitos em puré e temperados com alho, sal e pimenta.
Couscous – sêmola de trigo cozinhada a vapor, que pode ser servida com legumes, peixe ou carne. Chakchuka - guisado vegetariano à base de tomate, alho, cebola, harissa e pimentos verdes.
Mloukhia -guisado com folhas de córcoro (vegetal semelhante ao espinafre) alho, azeite e carne de borrego ou vaca.
É servido na celebração da passagem do ano muçulmano.
Ojja – vegetais estufados com ovo e especiarias.                                                                                      
Merguez – salsichas de carneiro condimentadas.
Tajine malsouka – tarte de massa fina (semelhante à do brik) assada no forno com recheio de carne. Não se deve confundir com a tajine marroquina, semelhante a um guisado.
Tajine – pastel de ovo, semelhante à omelete, com recheios diversos.
Mosli – carneiro assado no forno com batatas e pimento.
Kaftaji – prato popular de legumes fritos fatiados.                                                 
Makhroud – pastéis de tâmaras e sêmola de trigo cobertos com mel.
Mesfouf – couscous doce confeccionado com frutos secos e leite.
EXPEDIÇÃO PRIVATIVA E ACAMPAMENTO DE LUXO NO DESERTO

UMA VIAGEM VIP DE 1001 NOITES

A Tunísia é um país conhecido por suas paisagens exóticas e mercados coloridos e barulhentos. Localizado no norte da África, pertinho da Europa, já serviu de locação e inspiração para vários filmes de mestres de Hollywood, como George Lucas no filme Guerra nas estrelas. Mas esqueça as cenas do filme e prepare-se para conhecer uma terra linda, que parece ter saído das histórias das Mil e Uma Noites.
    
LUA DE MEL

UMA VIAGEM ROMÂNTICA E EXÓTICA
  


Quando pensamos em destinos de lua de mel, geralmente só nos vem na cabeça destinos de praia. Mas porque não ser um pouco mais original e combinar praia com deserto numa viajem romântica num destino exótico. Tunísia  criou para sua lua de mel uma viagem romântica e inesquecível: praia, cultura, historia e deserto no acampamento  com banheiro privativo na barraca, sofisticado restaurante e SPA é nossa sugestão para desfrutar um momento precioso. contactos para expedições para a tunisia com Mr. SALAH ZAMMOURI  (+21620816075)  e-mail caminhosparazammour@hotmail.com