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domingo, 14 de novembro de 2010

no meu deserto dia 2/tunisia

No meu deserto - dia 2

   Foi mesmo verdade. Às 4h em ponto ligaram para o quarto. Time to go!
   Depois de um pequeno-almoço ligeiro, dada hora demasiado prematura e ainda noite, o confronto com o já habitual calor e os nossos meios de transporte para esta primeira fase do dia. Uns confortáveis 4x4...
 
    Reunidos os grupos para cada veículo, de novo o deserto. Mas antes as pequenas povoações que àquela hora já andavam na rua, já compravam pão, já estavam sentadas no café, já viviam, quando todos nós sonhavamos ainda com uma caminha fresquinha.
   A viagem decorre naturalmente. Primeira paragem. No deserto. Noite ainda. Nada a ver...mas eis que...
   O Sol começa a nascer. Foi por isso que parámos, foi por isso que acordámos tão cedo. Para termos o timing perfeito. E abençoado guia que nos fez saltar da cama ainda noite assistirmos a um fenómeno único: o nascer do Sol, em pleno deserto do Sahara. Magnífico!!! Sem palavras. Uma agradável surpresa. Ninguém conseguia tirar os olhos do astro rei. Da sua força, do seu calor, da sua cor e da rapidez com que apareceu. Escusado será dizer que, assim que apareceu, a temperatura subiu uns 20 graus. 5h30 da manhã e um sol como nem os melhores dias de Verão nos oferecem neste nosso cantinho à beira mar plantado.
   Hora de prosseguir a viagem, agora já dia, com o sol como companheiro. Destino: TAMERZA, CHEBIKA, onde se situam as maiores montanhas de deserto da Tunísia, montanhas essas que atravessam todo o deserto, passando por Marrocos, Argélia e Tunísia.
   Hora de uma bela caminhada por entre os trilhos das montanhas, por onde ainda se encontram vestígios de casas antigas, desfiladeiros e paisagens de cortar a respiração. Ao fundo, uma das duas famosas cascatas da zona. Estamos a esta altura, a 16Km da fronteira com a Argélia.
   Uns quilómetros mais à frente, desta vez a 4km da fronteira com a Argélia, nova paragem, nova cascata, novas montanhas.
  
   Uma imensidão que nos faz querer abrir os braços e gritar com todas as nossas forças...(não fosse o facto de o relógio não marcar ainda nem 7h da manhã e certamente tal teria acontecido). 
   Agora, de volta ao autocarro e por esse deserto fora, rumo a um dos maiores oásis do Norte de África.  A paisagem não muda: areia e rocha, areia e rocha.
 
   Eis-nos chegados ao nosso destino, uma pequena povoação da qual não me recordo o nome, onde nos espera uma visita ao oásis, numa espécie de "carroça", puxada por um lindo cavalo.
Foto retirada da internet
   Ali pudemos ver plantações de tudo e aprender um pouco mais sobre este país. Houve até tempo para ver um senhor local, de 65 anos, a trepar uma palmeira, enquanto proferiu o seu já característico "grito de guerra": uh uh.
   A próxima paragem será para almoçar...às 11h30m (maravilhas de quem toma o pequeno-almoço às 4h20m). Desta vez fomos surpreendidos com um verdadeiro almoço, totalmente ocidentalizado, num hotel 5*****, às "portas de saída" do sul tunisino, ou seja, do deserto.
   A última paragem será em KAIROUAN, no interior da Tunísia, a 4ª cidade santa do mundo Islâmico, onde iremos visitar a mesquita.
   Aqui sim encontrámos um calor insuportável. No deserto, o calor, embora imenso, é muito mais suportável e é até muito raro alguém transpirar. Aqui, no interior, era o calor mesmo calor, o calor que queima a pele, que incomoda, que derrete.
   Mais uma vez um ambiente impressionante. Por ser 6ªf, era dia santo, ou seja, o dia em que todos se deslocam à Mesquita da sua terra para rezarem, sempre em determinadas horas. O momento da nossa visita (exterior apenas, por ser dia santo) coincidiu com um dos períodos de reza. E é no mínimo estranho passear por aquelas ruas e de repente ouvir aquelas espécies de cantos expelidas pelos altifalantes que circundam a Mesquita e que chamam o povo para a oração. E depois é vê-los "vestidos a rigor" a encaminharem-se para o interior da Mesquita, homens por uma  porta, mulheres por outra, sem nunca se verem, se nunca se olharem, deixam os sapatinhos à porta e sentam-se no chão, iniciando as suas orações. Tanta devoção, impressiona.
Foto retirada da internet

   Em 45minutos estaremos de regresso aos nossos hotéis. Exaustos. Mas satisfeitos e com a sensação de que todo o esforço, todo o calor, todos os Km (mais de 1000, segundo o guia) foi recompensado a cada olhar, a cada fotografia, a cada experiência e a cada memória que guardamos bem cá dentro.
   À chegada aos hóteis, hora das despedidas. Bateu uma saudadezinha instantânea daqueles momentos, de todas as "aventuras" que partilhámos. Era, de facto, um excelente grupo. Amistoso, divertido, simpático, conversador, brincalhão (só assim as eternas horas de viagem no autocarro poderiam ser animadas). Ficaram contactos, laços. Partilha. Foi comum passear nos dias seguintes pela Medina da zona e ouvir "Oláaa amigo português!", ou encontrar "os vizinhos do lado do autocarro" numa loja e ficar à conversa com eles. A componente humana valorizou ainda mais esta já por si magnífica excursão.
   Nos dias seguintes, as conversas giram em torno da viagem. Quem foi quer contar tudo o que viu e não encontra palavras. Quem não foi quer saber o que perdeu e fica com vontade de ir.  Eu recomendo vivamente. Cansativo? É, e muito! Mas tudo é esquecido perante tamanha beleza. É um mundo de contrastes, é a diferença, e é isso que nos marca, o diferente de nós, o que nos põe a pensar em tudo o que temos ao pé daquelas gentes, o que nos faz dizer "Uau!" perante tanta beleza, tanta imensidão, tanta quase-perfeição.
   Estou, oficialmente, rendida ao deserto, ao vazio. Àquele nada, que é tanto, que é tudo!
  

no meu deserto dia 1/tunisia

No meu deserto - dia 1

   O despertador toca às 5h45m e, incrivelmente, salto da cama com toda a força e vigor. Uma longa viagem me espera, muitos kms a serem percorridos, muitas imagens a serem captadas, imensos lugares novos serão descobertos.
   Espreito pela janela e encontro esta bela vista...Esta viagem promete!

   6h45m - Toda a nossa caravana está já reunida no autocarro, pronta para partir em direcção ao Sul da Tunísia. Primeiras impressões: temos o melhor dos grupos. Um conjunto de cerca de 50 pessoas, portugueses e espanhóis e um guia que fala um espanhol aportuguesado perfeito e que se revelará uma verdadeira enciclopédia humana.

   8h30 - Primeira paragem: EL JEM, um dos maiores coliseus romanos e o mais bem conservado do mundo.
   Impressionante. Imponente. Histórico.
Foto retirada da internet
   A viagem prossegue por entre estradas que cruzam pequenas povoações que nos prendem a atenção tal é o contraste entre eles e nós. A impressão que ficará é a de que uma guerra passou por ali bem recentemente e o povo esqueceu-se de retomar as suas vidas. As casas limitam-se a 4 paredes, onde não falta a tradicional porta azul, há um terraço por acabar e fica-se por aqui. Estradas, só aquela por onde viajamos, tudo o resto é terra e pó.
   Paragem para almoço: o primeiro desafio da viagem. Um restaurante tipicamente tunisino, com refeição tipicamente tunisina e de higiene sempre duvidosa, não estivessemos nós em África. Os guardanapos não eram suficientes para tanto limpar de copo e talheres. O almoço? Umas entradas que ninguém descobriu o que eram e "Cus Cus de frango". Não foi mau de todo, mas o medo de ficar doente vencia a vontade de comer.
   Seguimos, desta vez já fora da auto-estrada, que ainda só chega até meio do país. Felizmente, diria eu, pois assim temos um maior contacto com aquela terra e aquela gente. Cruzamos os seus caminhos e as suas vidas e por onde passamos os olhares viram-se na nossa direcção e todos acenam para nós.
   Eis que chegamos a MATMATA, terra dos povos bérberes, aqueles que vivem debaixo da terra, em casas tipo gruta construidas por eles. Uma simpática família deixou-nos visitar a sua "casa" por dentro e posso afirmar que possuiam as condições mínimas de habitabilidade.
   Podem reconhecer estas imagens de filmes como Star Wars, ou até mesmo o Paciente Inglês. Uma paisagem impressionante, de facto.
 Foto retirada da internet
   Daqui seguimos para o melhor dos melhores: DOUZ, a porta do Deserto!!! Escusado será dizer que por esta altura a temperatura atingia os limites de qualquer termómetro, mas ainda assim, era um calor mais suportável que o calor de outros locais, como por exemplo, junto ao mar.
   Aqui esperava-nos uma magnifica e inesquecível viagem de camelo, entrando pelo deserto do Sahara.
   Foram momentos únicos e inesquecivéis. A primeira sensação ao montar um camelo não é a mais agradável. A altura é imensa e a forma como os animais se levantam não é a mais pacífica, mas, como muitas coisas na vida, "primeiro estranha-se, depois entranha-se". E de que modo. Quando terminou, só queria ir outra vez...e outra vez...e outra vez!
   Fizemo-nos à estrada com areia de ambos os lados. Seguimos em direcção a TOZEUR, onde vamos passar a noite. Antes disso, tempo para conhecer-mos o enorme Lago Salgado, em pleno deserto.
   Desengane-se quem pensa que por ser lago tem água. Embora pareça na imagem, o lago está completamente seco. Não há água nenhuma, apenas algum sal, que vai sendo extraído. E calor, um calor imenso. Quase tão imenso como a paisagem. Uma estrada infinita, deserta, rodeada por um areal imenso, infinito.
   Cerca de 1h depois, a tão desejada chegada ao Hotel Sofitel Palm Beach *****, em Tozeur. Um hotel de cortar a respiração. Completamente "1001 noites".
   Depois de uma merecida refeição, tempo para um reconfortante banho às 23h na piscina de água natural, vinda de um oásis perto dali. Mais uma vez, o calor. Mesmo àquela hora, o termómetro rondava os 40º.

   Fim do 1º dia. Exausta. Mas feliz. Realizada. E apaixonada por aquele país, por aquela cultura, por aqueles locais. Mas, principalmente, maravilhada com tudo o que é o deserto.
   O dia seguinte começa cedo. 4h e o despertador vai tocar. Mal posso esperar.

Um ponto no mapa – Tunisia, o mundo árabe mais liberal

por Maria de Fatima Dannemann
Ninguém corre o risco de ser preso em flagrante por tomar cerveja ou vinho na Tunísia. Considerado um dos mais liberais dos países do mundo árabe, essa república da costa mediterrânea do Norte da África, encravada entre a Líbia e a Argélia, vive um momento de relativa abertura e, boa noticia para quem gosta de viajar: turistas são bem vindos por lá. No cardápio dos resorts, hotéis e bons restaurantes que se espalham pelo país, há cerveja e vinho. Podem não ser iguais aos alemães ou brasileiros, mas dá para brindar a oportunidade única de ver um país que tem 10 mil anos de história com influencias fenícias, romanas, gregas, berberes e – obviamente – árabes.
Surpresas se sucedem desde a bela capital Tunis, uma cidade moderna e cosmopolita com shoppings, inclusive, litoral – imperdível Sid Bou Said, próximo a Tunis com seu visual que lembra a Grécia e casas de US$ 1 milhão, Hammamet, onde a pessoa pode fazer spa em uma de suas termas – na belíssima ilha de Djerba, que os tunisinos juram ser onde Ulisses enfrentou as sereias, e no deserto do Saara. Sim, uma boa parcela da Tunísia é desértica ou formada por lagos salgados como o Chott El Jherid.
Arte, cultura, história não faltam. No Museu do Bardo, em Tunis, uma bela coleção de mosaicos greco romanos. As ruínas não só da Cartago dos fenícios, como a Cartago estabelecida pelos romanos depois das guerras púnicas. Em Monastir, vale visitar o Ribbat e o memorial de Habib Bourguiba, o homem que tornou a Tunísia independente da França e transformou numa nação moderna e relativamente democrática.
A música e a comida do país são um must. Os ritmos se misturam. Influencia árabe e até mesmo pop music, no litoral, e um som mais tribal e bem percursivo no deserto. A comida tem no couz couz seu carro chefe. Esse prato lembra o cozido dos baianos só que com grão de bico e no lugar do pirão, uma espécie de farofa feita com a sêmola do trigo temperada com açafrão e bem picante. Os doces são sensacionais e no litoral a influencia mediterrânea é notada nas saladas, peixes e omeletes. Tudo, aliás, no capricho.
Embora não seja obrigado as mulheres andarem cobertas, esta tradição é seguida em inúmeros lugares e não é bom andar sozinha. Que ninguém tente fotografar uma futura noiva, coberta dos pés a cabeça e vigiada pela sogra: pode dar rolo sério. No interior, é comum ver gente com trajes típicos (belíssimos, aliás) e morando em tendas nômades ou mesmo cavernas como em Matmata, onde foi filmado Guerra nas Estrelas. O calor chega a mais de 50 graus no verão. E fora das cavernas é impossível agüentar o tranco.
Fontes e foto: experiências e arquivo pessoal da autora que esteve na Tunísia 

Impressões da Tunísia, parte 1,2,3

Impressões da Tunísia, parte I




 
Bom,  teve muita coisa bacana também. A começar pela localização ideal do nosso hotel Maisons de la Mér e Maisons du Jardin, um dos primeiros e maiores resorts turísticos da região (foto acima). Na verdade, trata-se de um condomínio de apartamentos de veraneio com 3 piscinas, uma marina super movimentada onde se pode sair para passeios de catamarã, muitos restaurantes e lojinhas. E claro, a praia fica logo ali com várias atividades aquáticas. O condomínio ocupa uma extensa área e foi ali que passamos toda a semana. Eu tinha planos de fazer algumas excursões mas o calor me desanimou e passamos a maior parte do tempo literalmente dentro d´água: praia ou piscina (fotos abaixo). Sem falar que Liam ficou doente (náusea e diarréia, devido ao excesso de exposição ao sol) e fui obrigada a mudar meus planos.  Enfim, confirmei de uma vez por todas que meu filho definitivamente não nasceu pra temperaturas elevadas...ele é mesmo europeu. Brasil só mesmo nos meses de inverno, verão nem pensar.


Depois de uma semana de temperaturas entre 38 e 42 graus tomei duas decisões importantes: 1. não volto mais a morar no Brasil (não aguento mais tanto calor) 2. viajar no verão para o Norte da África nunca mais (Liam teve diarréia duas vezes, meu filho definitivamente não está acostumado com estas temperaturas). Quero sim voltar com mais calma para a Tunísia e talvez um dia visitar o Egito e o Marrocos, mas no mês de outubro com menos turistas e temperaturas mais amenas, em torno dos 25 graus. Lição aprendida.


Impressões da Tunísia, parte II




Como comentei no post anterior, meus planos de fazer excursões foram por água abaixo por causa do calor excessivo.  E também porque no meu segundo dia na Tunísia cometi um erro que me atrapalhou o resto da viagem...O erro foi ter ido sozinha visitar a Medina de Sousse - pior ainda, com uma criança loura! Uma mulher estrangeira sozinha com uma criança é presa fácil de vendedores agressivos...e o que poderia ter sido uma aventura inesquecível se transformou em um pesadelo. Pra terem uma idéia do prejuízo, em menos de 2 horas gastei o equivalente a 3 dias de comidas, bebidas e passeios de barco...Nunca vi vendedores tão agressivos em toda a minha vida! Talvez porque more há 16 anos na Europa e não esteja mais acostumada com essas coisas...aqui você entra e sai das lojas sem maiores problemas.

Só sei que fui levada a três lojas recomendadas por um dito guia local - o cara me viu chegando desnorteada e veio logo se apresentar, dizendo que trabalhava no hotel onde eu estava hospedada (descobri depois que era um dos truques mais comuns por lá, uma tourist trap daquelas que a gente cai uma vez na vida pra nunca mais). Pois o cara me levou pra ver umas lojas, que disse serem barateiras e fiscalizadas pelo governo tunisiano...Logo na primeira após muita insistência do vendedor comprei três anéis de prata (dois com turquesa) por um precinho especial segundo eles..mas que provavelmente compraria pelo mesmo preço ou mais barato aqui! Eles mostram, insistem, praticamente não deixam você sair da loja sem comprar alguma coisa. Pedem gentilmente para sentar, oferecem água ou outra bebida gelada por conta da casa. Te chamam de madame e por ai vai. Na segunda loja, conseguiram convencer meu filho a comprar uma chuteira de futebol por 100 euros (que eu poderia comprar por muito menos aqui, acabei de ver numa liquidação que com este dinheiro eu compraria ao menos 2 chuteiras Nike aqui mas agora não adianta chorar o leite derramado, né?). Enfim, o menino caiu na estória deles e me encheu tanto que tive de levar a mercadoria. Golpe sujo e muito comum também. Enfim, vivendo e aprendendo!

Quanto à Medina propriamente dita, ela é uma das construções mais antigas encontradas em várias cidades do Norte da África, fazendo parte de qualquer roteiro turístico pra quem vai à Tunísia, Marrocos ou Algéria. A medina consiste de uma muralha (espécie de fortaleza) que protege a entrada da cidade. É a parte mais antiga da cidade, com várias ruelas estreitas e muitas lojinhas (me lembrou muito o famoso comércio do Sahara no Rio), uma espécie de labirinto porque depois que você entra é difícil sair - eu que o diga! Entre todo o tipo de mercadoria disponível, Liam viu uns camaleões e aproveitou pra tirar umas fotos legais. No dia anterior havíamos tirado fotos na marina com um belíssimo falcão (que ele aliás desenha muito bem). Ele também descobriu no café Jasmin, às beiras da marina, periquitos em gaiolas típicas do país e voltava sempre pra visitar os bichos (foto acima). E já que o assunto é bicho...Liam ficou muito chateado porque não viu sequer um golfinho!!! Fizemos duas vezes o passeio de 2 horas de catamarã e nada (o passeio em si é muito agradável, principalmente no horário que fizemos, de 16hs às 18hs). Disse a ele que golfinho ele vai ver mesmo é no Brasil...eu mesma já vi várias vezes na Baía de Guanabara quando pegava a barca pra ir à Paquetá, não sei se ainda é assim mas era na minha época.

Quem lê isso aqui deve achar que odiei a viagem...não é verdade, mas teria curtido muito mais se não fosse o assalto na Medina (me senti literalmente roubada) e o calor extremo ao qual não estou mais acostumada. Enfim, daquelas experiências típicas de marinheiro de primeira viagem visitando país no norte da África. Da próxima vez já saberei como agir e não pago mais mico, rsrsrsrs.

Impressões da Tunísia, parte III


Mais uma coisa que me chamou a atenção nesta primeira visita à Tunísia foram as crianças. A começar porque elas lembram demais as crianças brasileiras...principalmente ao vê-las brincando na piscina. Me explico melhor, as crianças holandesas geralmente não vão logo chegando pra brincar com uma criança, mas as da Tunísia (como as crianças brasileiras) sim! Ou seja, aqui em Amsterdã Liam geralmente entra e sai da piscina (ou dos parquinhos) sozinho...Já na Tunísia, apesar de não falarem a mesma língua - as crianças lá falam árabe e aprendem francês na escola - ele se divertiu muito com a criançada! Jogaram bola na piscina, mergulharam e nadaram muito. E quando a coisa ficava complicada e ele tinha de explicar algo, ele me chamava aos gritos pra traduzir em francês pras crianças antes de eles continuarem a brincadeira...As vantagens de ter uma mãe poliglota, hehehe.

Na parte do hotel onde ficamos só tinha famílias árabes então pude conviver um pouco com os locais (só vi turistas holandeses esporadicamente). Depois fiquei sabendo o porquê, é que o hotel é na verdade um condomínio de apartamentos, e muitos são de propriedade de tunísios ricos que alugam durante o verão pra gente da Tunísia e também Algéria e Líbia. Enfim, na parte que fiquei do condomínio só ouvi árabe o tempo todo, intercalado com algumas frases em francês (ao menos francês eu entendo muito bem, deu até pra praticar um pouco a língua). Pensando bem, achei melhor assim. Odeio essas viagens em que as pessoas ficam só entre elas mesmas e estava com medo de ficar cercada de holandeses no hotel...já basta morar na Holanda, não que eu não goste do povo daqui mas nas férias, por favor!

Falei em francês com muitas mulheres muçulmanas, elas foram sempre muito simpáticas comigo e respondiam prontamente minhas perguntas. Por falar em mulheres, outra coisa que me chamou a atenção é que a grande maioria das muçulmanas que vi por lá não usavam véus!!! Isso me deixou impressionada porque aqui em Amsterdã você vê mulheres com véus praticamente o tempo todo (a começar pelas minhas ex-alunas marroquinas e turcas). Uma amiga que esteve em Istanbul falou que lá também quase não se vê mulheres com véu! São jovens que estudam e trabalham na cidade, as mulheres de véu (mais tradicionais) moram em regiões remotas como nas montanhas, por ex. E foram justamente essas mulheres que emigraram em massa com seus maridos para a Holanda nos anos 70. Como consequência, os imigrantes marroquinos daqui são mais tradicionais do que os que moram no Marrocos! Já ouvi isso várias vezes e vale não apenas para os marroquinos como para vários grupos de imigrantes que moram nas capitais européias.

Depois volto com mais estórias pra contar, ainda estou assimilando a semana...
   






PS. Agora fala sério, quem vai à Tunísia pra comprar chuteira de futebol? Meu namorado quase morreu quando eu contei pra ele o que tinha acontecido...se ele tivesse ido comigo eu teria economizado uma grana enorme porque como bom turista holandês, não teria comprado NADA.

II       

Dicas de viagem: Tunísia

Dicas de viagem: Tunísia

Aproveitando o embalo, decidi deixar algumas dicas pra quem ficou curioso em saber mais sobre a Tunísia. Não que eu seja especialista no assunto, mas não custa nada tentar! Como vocês podem ver no mapa aqui do lado, a Tunísia é um dos MENORES países da África (entre Algéria e Líbia) e um de seus principais setores da economia é o TURISMO. O clima mediterrâneo atrai especialmente turistas europeus (franceses, holandeses, alemães e muitos escandinavos em busca de praia e sol). O setor é bem desenvolvido, já existem muitos hotéis de 4 e 5 estrelas na costa mediterrânea, sendo que os principais resorts turísticos são Hammamet e Port El Kantaoui (onde fiquei). Port El Kantaoui - também apelidado de St. Tropez da Tunísia - é o resort mais antigo do país, construído nos anos 70 e parte da província de Sousse. Sousse  por sua vez é a terceira maior cidade da Tunísia e sedia uma das mais famosas mesquitas do país (patrimônio universal da Unesco). Vi a mesquita mas não entrei por causa do susto que levei na medina logo ali do lado, leia minhas aventuras na parte II.

Mas não se iludam, a Tunísia é muito mais do que praias, tem muita história também! Como a primeira e maior mesquita do Norte da África, em Kairouan. Tem obviamente a capital Tunis e Cártago com suas famosas ruínas, quem não lembra daquelas aulas de história sobre a antiguidade? E pra quem gosta de ruínas, não perca El Djem, o segundo maior anfiteatro romano da antiguidade, só perdendo pro Coliseu de Roma! Outra excursão altamente recomendada - e a única que realmente me arrependi de não ter feito - foi a pitoresca aldeia de Sidi Bou Said, com suas casinhas brancas e azuis...Perto de Sousse tem ainda Monastir, que me foi recomendada por alguns locais. E tem também Djerba, uma ilha muito visitada pelos turistas no Golfo de Gabes. Pra completar, o sul do país abrange uma parte do deserto do Sahara, sendo Douz o portão de entrada para uma aventura no deserto - eu não arrisquei a excursão de dois dias porque com o calor excessivo meu filho não voltaria vivo de lá!!! Vejam bem, 40 graus na praia...e no deserto, temperaturas acima de 45 graus, beirando 50 graus. Não, obrigada.

 Anfiteatro de El Djem


Pra finalizar, se eu tivesse de dar apenas uma dica sobre a Tunísia seria: não vá no verão (julho-agosto). A menos que você more no Brasil e esteja acostumado a suar em bicas o dia inteiro...Pros brasileiros que moram na Europa como eu e já se acostumaram a temperaturas mais amenas, eu recomendo o mês de outubro, com temperaturas em torno de 25 graus e ideais para explorar melhor o país (e muito menos turistas). Eu fui com meu europeuzinho e ele passou tanto calor que nem deu pra fazer as excursões!!! Em compensação curtimos uma semana bastante relax com muita praia, piscina e passeios de barco. Pra quem mora na Holanda, já está ótimo!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Eid al-Adha

Eid al-Adha

16 Nov 2010 00:00 16 de novembro de 2010 00:00
Africa/Tunis Africa / Tunis
sheep.jpg
Its that time again for celebration and stress for Tunisian families where they happy to see their family but concerned where they will find the best part of the average monthly salary for a sheep. Seu tempo que mais uma vez para a celebração e estresse para as famílias da Tunísia, onde feliz de ver sua família, mas, sempre que eles vão encontrar a melhor parte do salário médio mensal de uma ovelha.
In Tunisia it is a priority for every head of a family to get a nice sheep and this year your talking 300+ to around 600+ for a beautiful one. Na Tunísia é uma prioridade para cada chefe de família para obter uma ovelha boa e este ano o seu falar para cerca de 300 + 600 + para uma bela. The tunisian sheep is actually a breed to itself and regarded internationally as being a hardy and well behaved and its not uncommon for them to come back when called. As ovelhas da Tunísia é realmente uma raça de si própria e considerado internacionalmente como sendo um resistente e bem comportada e não é incomum para eles para voltar quando for chamado. They are often cross bread to carry these traits over to local breeds of sheep. Elas são muitas vezes pão cruz para carregar essas características ao longo de raças locais de ovelhas.
http://www.tunissheep.org http://www.tunissheep.org
To the visitor its worth having a drive around the days before to see all the sheep around, in cars (and sometimes motorbikes!) and being walked by children who form a fun but doomed friendship with their wooly friends before they meet their honourable demise in the following days. Para os visitantes, o que vale ter uma unidade em torno do dia antes para ver todas as ovelhas ao redor, nos carros (e às vezes motos!) E ser pisado pelas crianças que formam uma diversão, mas a amizade condenados com seus amigos peludos antes de se encontrarem sua morte honrosa em nos dias seguintes.
http://en.wikipedia.org/wiki/Eid_al-Adha http://en.wikipedia.org/wiki/Eid_al-Adha
Eid al-Adha (Arabic: عيد الأضحى‎ 'Īdu l-'Aḍḥā) or "Eid-u'z-Zuha" "Festival of Sacrifice" or "Greater Eid" is an important religious holiday celebrated by Muslims worldwide to commemorate the willingness of Abraham (Ibrahim) to sacrifice his son Ishmael (Isma'il) as an act of obedience to God, but instead was able to sacrifice a ram (by God's command).[1] Eid al-Adha (em árabe: Idu عيد الأضحى 'l-'Aḍḥā) ou "Eid-u'z-Zuha-Zuha" Festival do Sacrifício "ou" Grande Eid "é um importante feriado religioso comemorado pelos muçulmanos em todo o mundo para comemorar a boa vontade de Abraão (Ibrahim) para sacrificar seu filho Ismael (Ismael) como um ato de obediência a Deus, mas foi capaz de sacrificar um carneiro (por ordem de Deus) [1].
In traditional or agrarian settings, each family will sacrifice a sheep by slaughter, making it halal. Em contextos tradicionais ou agrárias, cada família irá sacrificar um carneiro por abate, tornando-halal. The meat would then be divided into three equal parts to be distributed to others. A carne seria então dividido em três partes iguais, a ser distribuído para os outros. The family retains one third of the share, another third is given to relatives, friends and neighbors, and the other third is given to the poor & needy. A família detém um terço das partes, outro terço é entregue aos familiares, amigos e vizinhos, e outro terço é dado aos pobres e necessitados.
Eid al-Adha is the latter of two Eid festivals celebrated by Muslims, whose basis comes from Sura 2 (Al-Baqara) ayah 196 in the Qur'an.[2] Like Eid ul-Fitr, Eid al-Adha begins with a Wajib prayer of two Raka'ah followed by a sermon (khuṭbah). Eid al-Adha é o último dos dois festivais Eid comemorado pelos muçulmanos, cuja base vem da Sura 2 (Al-Baqara) versículo 196 do Alcorão. [2] Como Eid ul-Fitr, Eid al-Adha começa com uma Wajib oração de dois Raka'ah seguido por um sermão (khutbah).
The word "Eid" appears in Sura al-Mai'da ("The Table Spread," Chapter 5) of the Qur'an, meaning 'solemn festival' [3]. A palavra "Eid" aparece na Sura al-Mai'da ("A Expansão de mesa," Capítulo 5) do Alcorão, que significa 'festa solene' [3]. Eid al-Adha is celebrated annually on the 10th day of the 12th and the last Islamic month of Dhu al-Hijjah (ذو الحجة) of the lunar Islamic calendar[4]. Eid al-Adha é comemorado anualmente no dia 10 do 12 º e último mês islâmico de Dhu al-Hijjah (ذو الحجة) do calendário lunar islâmico [4].
Eid al-Adha celebrations start after the Hajj, the annual pilgrimage to Mecca in Saudi Arabia by Muslims worldwide, descend from Mount Arafat. celebrações do Eid al-Adha iniciada após o Hajj, a peregrinação anual a Meca, na Arábia Saudita, pelos muçulmanos em todo o mundo, desce do Monte Arafat. The date is approximately 70 days (2 Months & 10 days) after the end of the month of Ramadan, ie Eid-ul-Fitr. A data é de aproximadamente 70 dias (2 meses e 10 dias) após o final do mês de Ramadan, ou seja, o Eid-ul-Fitr. Ritual observance of the holiday lasts until sunset of the 13th day of Dhu al-Hijjah.[5 Ritual observância do feriado dura até o entardecer do dia 13 de Dhu al-Hijjah. [5

Jornais da Tunísia

Jornais da Tunísia

Tunisia has ten daily newspapers listed below. A Tunísia tem dez jornais diários listados abaixo. They are all of General Interest, covering general news, politics, TV listings etc. Five are produced in Arabic and five are in French. Estão todos de interesse geral, cobrindo notícias gerais, política, etc listagens de TV Cinco são produzidos em árabe e cinco estão em francês.
Al Chourouk - http://www.alchourouk.com/ Al Chourouk - http://www.alchourouk.com/
This daily newspaper is circulated in Tunis in Arabic Este jornal é distribuído em Túnis, em árabe
Al Horria - http://www.alhorria.info.tn/?ID=921&page=archive Al Horria - http://www.alhorria.info.tn/?ID=921&page=archive
This national daily newspaper is produced in Arabic Este jornal diário nacional é produzido em árabe
Assabah - http://www.assabah.com.tn/ Assabah - http://www.assabah.com.tn/
This daily newspaper is circulated in Tunis in Arabic Este jornal é distribuído em Túnis, em árabe
El Wahda - http://www.elwahda.org.tn/ El Wahda - http://www.elwahda.org.tn/
This daily newspaper is circulated in Tunis in Arabic Este jornal é distribuído em Túnis, em árabe
Essahafa - http://www.essahafa.info.tn/aloula/index.html Essahafa - http://www.essahafa.info.tn/aloula/index.html
This national daily newspaper is produced in Arabic Este jornal diário nacional é produzido em árabe
La Presse - http://www.lapresse.tn/ La Presse - http://www.lapresse.tn/
This national daily newspaper is produced in French Este jornal diário nacional é produzido em francês
Le Quotidien - http://www.lequotidien-tn.com/ Le Quotidien - http://www.lequotidien-tn.com/
This daily newspaper is circulated in Tunis in French Este jornal é distribuído em Túnis, em francês
Le Renouveau - http://www.lerenouveau.com.tn/ Le Renouveau - http://www.lerenouveau.com.tn/
This national daily newspaper is produced in French Este jornal diário nacional é produzido em francês
Le Temps - http://www.letemps.com.tn/ Le Temps - http://www.letemps.com.tn/
This daily newspaper is circulated in Tunis in French Este jornal é distribuído em Túnis, em francês
Tunis Hebdo - http://www.tunishebdo.com.tn/ Tunis Hebdo - http://www.tunishebdo.com.tn/
This daily newspaper is circulated in Tunis in French Este jornal é distribuído em Túnis, em francês
There are a further 265 weekly newspapers and magazines which are published in Arabic, French, English and Italian. Existem ainda 265 jornais semanais e revistas que são publicadas em árabe, francês, Inglês e Italiano. Most of these are privately owned and are produced by organizations and professional unions such as the Tunisian General Worker's Union. A maioria destes são de propriedade privada e são produzidos por organizações e sindicatos profissionais, tais como a União Geral dos Trabalhadores da Tunísia.